O que smartphones e educação bilíngue têm em comum?

O que smartphones e educação bilíngue têm em comum?

Se você já foi logo pensando em aplicativos que podem contribuir com o aprendizado do aluno, sinto muito, mas esta não é a comparação que gostaríamos de estabelecer aqui.

Recentemente escutei que bilinguismo é o assunto da moda. O comentário partiu de um professor de inglês mas poderia ter sido dito por uma coordenadora, diretora de escola ou por um pai de aluno. A verdade é que o tema tem estado presente em várias conversas, discussões, eventos etc. Ele é mais do que uma moda. É uma tendência que ganha força a cada ano, que de certa forma causa uma inquietação no universo escolar e que faz com que seja impossível ignorá-lo.

Eu arriscaria dizer que o fenômeno ensino bilíngue pode ser comparado ao dos smartphones. Você certamente se lembra que quando a novidade surgiu eles eram objetos de desejo de muitos, mas que, por conta do preço dos aparelhos, infelizmente estavam efetivamente disponíveis para apenas uma parcela das pessoas. No início, quando os smartphones surgiram, não parecia que em pouco tempo eles estariam tão integrados à nossa rotina e parecendo serem tão indispensáveis, não é mesmo?

Por semelhante modo vejo que a educação bilíngue, que até poucos anos estava mais restrita a algumas escolas, segue o mesmo caminho dos aparelhos do tipo mobile. Os seus efetivos e reconhecidos benefícios fazem com que ela seja um desejo de muitos gestores de escola e de um número ainda maior de pais. Uma geração conectada ao universo digital tem também que ser capaz de falar a sua língua universal. As fronteiras dissiparam-se na “nuvem” e hoje é possível ter acesso ao conhecimento produzido em qualquer parte do mundo.

Vejo, em poucos anos, a educação passar por uma transformação similar à ocorrida com a sociedade quando os smartphones tornaram-se mais acessíveis, com uma grande variedade de modelos para todos os perfis de consumidor. As escolas, cada uma em sua particularidade e, em sintonia com a sua proposta pedagógica, escolherão aquele modelo de educação bilíngue mais adequado. Pode ser que no início optem por uma carga horária menor e gradativamente ela seja ampliada. Pode ser que prefiram oferecer apenas na Educação Infantil ou no Ensino Fundamental I, ou em ambos. Pode ser que a escola prefira ter uma Coordenação específica para o bilíngue, pode ser que não. Na essência o que não pode ser é privar os alunos dos benefícios de uma educação bilíngue integrada à sua vivência escolar pois essa tendência é como os smartphones, chegaram para ficar e não há mais como voltar atrás.

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