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É bilíngue? Como saber se é educação bilíngue?

É bilíngue? Como saber se é Educação Bilíngue?

É bilíngue? Essa tem sido uma das perguntas que as escolas mais têm ouvido dos pais, recentemente, quando eles visitam ou ligam com a intenção de matricular seus filhos. As escolas no Brasil têm buscado responder à demanda da sociedade moderna por falantes fluentes em inglês. Essa demanda é real. Inglês fluente, que até pouco tempo era uma informação que devia constar nos currículos, agora é uma necessidade que vai além do mundo do trabalho. O inglês é a língua pela qual o mundo se comunica. A escola, por sua vez, tem como missão preparar os alunos para serem sujeitos no mundo.

Mas, e como saber se é bilíngue? Vamos analisar três práticas pedagógicas diferentes para responder a essa pergunta.

Primeiramente, cabe dizer que não há um único entendimento a respeito da definição de educação bilíngue. E até este momento, não há ainda nenhuma lei federal estabelecendo os critérios para que as escolas possam validar suas práticas como sendo de educação bilíngue.

Modelo A – Intensivo de inglês

Se a escola toma como único objetivo o de desenvolver nos alunos a habilidade de se comunicarem em inglês, é bem provável que ela não precise se desviar muito de um modelo intensivo, se assim preferir, de aulas de inglês. É fato que todo trabalho bem feito por professores competentes trará bons resultados.

Se este for o caminho escolhido pela escola, tudo bem, basta deixar claro aos pais e à comunidade escolar o que se pretende, ajustar o foco e seguir em frente.

É bilíngue? Compare essa prática com a do modelo B.

Modelo B – Assuntos paralelos

Há escolas, por outro lado, que consideram que o inglês não deva ser tratado como objeto de estudo. O aprendizado do inglês não teria um fim em si mesmo. O inglês pode, na verdade, ser utilizado como meio, como instrumento para o aprendizado de outras coisas. E, nesta linha, o ponto de atenção é, Que outras coisas são estas que os alunos podem aprender em inglês?

Abrindo (bem) o leque, a escola pode ir de aulas de capoeira à culinária, de artes a discussões sobre bioética. É possível saber tudo sobre uma determinada espécie de animal que vive nas ilhas do Oceano Pacífico ou ainda estudar, em profundidade, a história dos presidentes dos Estados Unidos. E tudo, no fundo, se resume a uma questão de escolha. Da escolha da escola pelo que ela acha relevante e significativo para os seus alunos.

É bilíngue? Compare essa prática com a do modelo C e responda.

Modelo C – Inglês integrado

Há um terceiro modelo possível, que bom. Ele trata daqueles casos onde a escola reconhece que o inglês precisa ser a língua de comunicação por meio da qual os alunos terão a possibilidade de expandir, revisitar, explorar os assuntos e conteúdos que fazem parte dos aprendizados nas grandes áreas do conhecimento. É um alinhamento de língua e conteúdo que conversa diretamente com a prática da escola. É uma integração que tem sentido para os alunos e que traz benefícios que extrapolam o âmbito do (simples, nada simples, no entanto) aprender inglês.

E quanto à nossa pergunta? É bilíngue? Uma escola que opta por um trabalho onde o inglês se integra ao currículo, aos conteúdos, ao projeto pedagógico da escola, pode dizer que realiza um trabalho de educação bilíngue? Já que, ainda, não é possível se apoiar nas leis, tomemos como referências as boas práticas. Essas dizem que sim.

A educação bilíngue, para além de ser uma tendência, é mesmo um caminho sem volta. E, se assim o é, vale pensar que escolha a sua escola gostaria de fazer, que modelo adotar. Os pais têm buscado informação, tem perguntado, tem comparado. Eles querem entender a proposta da escola, como as atividades do bilíngue acontecem e com que objetivo. Eles querem saber como as atividades se relacionam (ou não) com os demais trabalhos realizados pela escola. Esteja preparado. A pergunta É bilíngue? em geral vem seguida por, Como, por quê, quando, quanto, qual…

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