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Educação bilíngue: o que pode e o que não pode pode ser​

Educação Bilíngue: o que pode e o que não pode ser

O quão iguais ou diferentes são os materiais didáticos para ensino bilíngue disponíveis no mercado? Em que se assemelham ou se distanciam os programas ou projetos bilíngues oferecidos pelas escolas aos seus alunos? Qual é o cenário ideal para um trabalho com educação bilíngue versus quais são os cenários possíveis para cada escola? Estas e tantas outras questões permeiam as discussões entre diretores, coordenadores e professores quando uma escola escolhe incluir em seu projeto pedagógico a educação bilíngue.

Existem sim diferenças importantes que merecem a atenção neste momento de análise e escolha. A principal delas diz respeito ao que a escola acredita ser um trabalho de Educação Bilíngue. A dificuldade, especificamente neste ponto, é que não há um único entendimento, uma definição única e absoluta para o termo. Isso não significa, no entanto, que todo e qualquer trabalho que envolva inglês seja um trabalho de educação bilíngue.

De onde partimos então? Vamos considerar especificamente o contexto das escolas brasileiras. A elas foi incumbida a missão de responder à demanda da sociedade moderna por falantes fluentes em uma segunda língua. Este é sim um dos objetivos, mas não é o único, certo?

O que escola acredita ser um trabalho de Educação Bilíngue?

Sabemos que a BNCC estabelece quais são as habilidades e competências necessárias a serem desenvolvidas em cada área do conhecimento. Agora resta perguntar: como ela pode contribuir para o trabalho com Educação Bilíngue?

Se a escola toma como único objetivo o de desenvolver nos alunos a habilidade de se comunicarem em inglês, é bem provável que ela não precise se desviar muito de um modelo (intensivo, se assim preferir) de aulas de inglês. É fato que todo trabalho bem feito por professores igualmente competentes trará bons resultados. Neste cenário, os tradicionais livros de inglês já comumente adotados inclusive pelos institutos de idioma podem servir ao propósito. Se este for o caminho escolhido pela escola, tudo bem, basta deixar claro aos pais e à comunidade escolar o que se pretende, ajustar o foco e seguir em frente.

E quanto ao título, rótulo, carimbo BILÍNGUE? Ele pode ser utilizado por escolas que optam por um trabalho intensivo de inglês? Oficialmente não há nenhuma lei federal que diga o contrário. Alguns municípios têm regulamentações próprias que buscam restringir o uso do termo bilíngue, vale sempre a pena consultar. E existe também uma lei soberana chamada bom senso, não nos esqueçamos dela.

Um segundo caminho​

Por outro lado, há escolas que consideram que esta segunda língua não deva ser tratada como objeto de estudo, um fim em si mesmo, mas pode ser, na verdade, utilizada como meio, como instrumento para o aprendizado de outras coisas. E, nesta linha, o ponto de atenção é colocado sobre “que outras coisas são estas que os alunos podem aprender em inglês?”. Abrindo (bem) o leque, a escola pode ir de aulas de capoeira a aulas de culinária, de artes plásticas a discussões sobre bioética. É possível saber tudo sobre uma determinada espécie de animal que vive nas ilhas do Oceano Pacífico ou ainda estudar, em profundidade, a história dos presidentes dos Estados Unidos. E tudo, no fundo, se resume a uma questão de escolha. Da escolha da escola pelo que ela acha relevante e significativo para os seus alunos.

E quanto ao título, rótulo, carimbo BILÍNGUE, ele pode ser utilizado por estas escolas que optam por um trabalho paralelo de inglês? Oficialmente não há nenhuma lei federal que diga o contrário.

O terceiro caminho

Existe um terceiro caminho possível. Que bom. Ele trata daqueles casos onde a escola reconhece que o inglês precisa ser a língua de comunicação por meio da qual os alunos terão a possibilidade de expandir, revisitar, explorar os assuntos e conteúdos que fazem parte dos aprendizados nas grandes áreas do conhecimento. É um alinhamento de língua e conteúdo que conversa diretamente com a prática da escola. Ele tem sentido para os alunos e traz benefícios que extrapolam o âmbito do (simples, nada simples no entanto) aprender inglês.

E quanto ao título, rótulo, carimbo BILÍNGUE, ele pode ser utilizado por escolas que optam por um trabalho onde o inglês se integra ao currículo, aos conteúdos, ao projeto pedagógico da escola? Já que, ainda, não dá para se apoiar nas leis, tomemos como referências as boas práticas que dizem que sim.

Há opções para todos os gostos, e todos os bolsos

A Educação bilíngue, para além de ser uma tendência, é mesmo um caminho sem volta. E, se assim o é, vale pensar que ela não pode ficar restrita apenas às grandes escolas nem tampouco àquelas que atendem aos alunos das classes mais altas da sociedade. A grande questão é que alguns dos programas e serviços disponíveis no mercado, infelizmente, têm um custo muito elevado, sendo inviável para uma parcela importante das escolas. A boa notícia é que há também materiais acessíveis, que se adequam à realidade da escola (e dos pais). Materiais que trabalham com a abordagem interdisciplinar e integrada aos conteúdos, como o da YouZ Sistema de Ensino Bilíngue.

Agora você já sabe: ao ler EDUCAÇÃO BILÍNGUE, pergunte um pouco mais. Entenda a proposta da escola, como as atividades acontecem e com que objetivo. Saiba como elas se relacionam (ou não) com os demais trabalhos realizados pela escola e pelos outros professores. É só perguntar qual, como, por quê, quando, quanto… e por aí vai.

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