Tudo o que você precisa
saber sobre Ensino Bilíngue

Integração entre língua e conteúdo na educação bilíngue​

Língua e conteúdo na Educação Bilíngue

A ideia base da Educação Bilíngue está na integração entre língua e conteúdo. Esta integração permite que os alunos desenvolvam as suas habilidades em um ambiente onde a língua é vista como um meio, e não como um fim em si mesmo. Assim, o aprendizado do inglês ocorre em sintonia com o acadêmico.

Uma das consequências do trabalho de educação bilíngue contextualizado e interdisciplinar pode ser percebida na motivação dos alunos. Os conteúdos curriculares funcionam como um importante apoio sobre o qual o aluno irá ancorar seus novos aprendizados no idioma. Os conhecimentos prévios dão segurança aos alunos para que eles interajam e participem das atividades e dos desafios propostos.

Para toda uma geração (hoje adulta) o famoso verbo To Be não fazia sentido. Ele era apresentado a partir de suas regras gramaticais e praticado em exercícios de fixação cansativos que claramente falharam em sua missão. Memorizar as regras não nos tornou suficientemente confiantes para usar aquelas estruturas para o que era mais importante: sermos capazes de nos comunicar eficientemente em inglês.

Aprendizados não significativos não permanecem, não agregam, não contribuem para o desenvolvimento cognitivo nem para a vida do aluno. Por este motivo valorizamos a integração de conteúdos em uma proposta interdisciplinar de educação bilíngue.

Não é mais como era antigamente

Já não é mais possível pensar o ensino de idiomas como antigamente. O inglês deixa de ser apenas uma disciplina curricular e assume o papel de instrumento para a aprendizagem. Aprende-se em Inglês, interagindo com o conhecimento por meio desta língua. As aulas de inglês sedem espaço para aulas em inglês e propostas de educação bilíngue.

Um comercial de televisão famoso nos anos 80 perguntava, Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Esse era, na época, um enigma que intrigava e dividia opiniões. Ele trazia duas opções e parece que era necessário optarmos por uma ou outra resposta.

Recentemente, no entanto, e em especial no campo da educação, podemos observar uma superação dos impasses causados pelo ou e uma preferência por soluções do tipo e. Ou seja, uma preferência pela abordagem integrada de conteúdo e língua. Percebam que não precisamos mais dos dilemas do tipo ou. Na educação bilíngue o aluno irá aprender a usar o inglês para se comunicar e também usará esse novo idioma para aprender os conteúdos que fazem parte da escola regular.

Isso resulta em uma maior motivação dos alunos para se comunicarem em inglês, sem aquele medo de falar inglês, uma vez nesta abordagem há um apoio maior aos alunos para a produção/expressão em língua estrangeira e uma maior tolerância no uso da língua, inclusive considerando os recursos eventuais à língua materna (code-switching strategies) como parte do processo de aprendizagem.

Não tem segredo

Estudos do cérebro humano mostraram que aprendemos algo mais fácil se este novo conhecimento se ancorar em outros já ali presentes. Isso significa que portas do cérebro se abrem para acolher as novas informações pois as identifica como familiares, bem-vindas.

E, se adicionarmos o fator motivação, é como se colocássemos nessas portas aqueles sensores de presença. Eles farão com que elas se abram automaticamente quando algo se aproximar.

O cérebro é flexível e se modifica quando aprendemos algo novo. Esta capacidade, nos cérebros bilíngues, é potencializada e seus benefícios podem ser percebidos nas funções cognitivas, na memória, na solução de problemas e na concentração.

Compartilhe!